Thursday, March 15, 2007

Não, sério mesmo.

(Esse post foi escrito em partes, que não têm absolutamente nenhuma relação uma com a outra, com uma quantidade anormal de palavrões, mas eu resolvi postar mesmo assim porque eu tô sem paciência de arrumar!)
Bom, como vai a minha vida depois do Carro? Muito bem, obrigada! Não importa realmente que eu vá gastar quase metade do meu salário com estacionamento e gasolina. Meu carro é o máximo, é cheiroso (ao contrário dos ônibus), permite que eu cante loucamente todas as músicas do primeiro CD do Oasis enquanto espero no trânsito e também evita olhares estranhos quando eu resolvo mandar os imbecis que são permitidos de dirigir nessa cidade voltarem para seus devidos lugares.

Além disso, meu carro se chama Sawyer. Johnny Sawyer, de acordo com a Mani, mas carinhosamente chamado de Sawyer.

Mas o carro não é a única coisa que merece um post nesse momento, então vamos lá.

Lembra quando eu disse que trabalhar onde eu trabalho era praticamente fazer parte do Melrose Place? E lembra que eu disse que eu gostava? Pois é, eu retiro o que eu disse. É muito chato você estar sentada, almoçando no seu canto, e de repente ser atingida por uma onda de fofoca e coisas que alguém-disse-que-disseram, daquelas ondas bem grandes, que deixam você sem saber se você quer terminar seu almoço ou correr pra chutar a cabeça da menina que anda fazendo a fofoca até ela perder todos os dentes feios dela.

Andaram falando que eu sugo a personalidade dos outros. Não, sério. Como se, se eu fosse me dar ao trabalho de sugar a personalidade de alguém, eu sugaria essa daqui que eu uso no momento. Por favor! Se eu fosse ter outra personalidade que não a minha, eu teria uma personalidade de alguém fatalmente sexy, engraçada, capaz de rir dos próprios defeitos, alguém não-ciumenta, alguém não-possessiva ou alguém não-carente. E alguém vir dizer que ESSA COISA, conhecida como a merda da minha personalidade, que eu tenho que carregar pra todos os lados e que, sem dúvida alguma, é a origem de todos os meus problemas, alguém dizer QUE NEM MINHA A COISA É? Alguém dizer que eu sou assim por opção? Fala se ela não merece uns chutes na cabeça minúscula e cabeluda dela!

Então eu tô sentada na minha mesa sem fazer NADA (foi o que eu basicamente fiz desde segunda-feira. NADA!) e chega um menino que trabalha comigo pra dizer o seguinte.

“Ju, você tem chamado a atenção de um menino de outra área. Ele quer saber se pode te conhecer.”

Não, sério. Ele usou essas palavras. Eu, depois de lutar contra os flashbacks da minha SEXTA- SÉRIE, disse.
“Olha, eu não tô na sexta série. (Viu como é difícil ser sociável com essa personalidade atual?) Mas você pode dar meu e-mail pra ele.”
Vamos chamar o menino que pegou meu e-mail (não o que trabalha comigo!), de Tonto (por falta de palavra melhor!). O Tonto me manda um e-mail assim:
“Assunto: Tonto”
Eu parei de ler o e-mail! Que tipo de pessoa coloca ELE MESMO de assunto no e-mail? Não, sério. Eu respondi educadamente e cortei porque eu já convivo o suficiente com gente boboca, boboca tipo eu, assim. Só eu posso ser boboca, entende?

No fim do dia de ontem, eu volto pro estacionamento, depois de ter ignorado mais uns e-mails do Tonto (porque num movimento que só pode ser chamado de Clássico da Ju, eu agora estou oficialmente interessada em um menino com o qual eu divido o elevador de vez em quando e as pausas pro café, mesmo sem nunca ter dito nada pra ele além de “Bom dia”, “Boa Noite” e “Desculpa, ai meu Deus!” quando eu sem querer passei a mão na bunda dele quando eu levantava da cadeira na cafeteria.), e quando eu chego lá (no estacionamento, se vocês perderam a linha do meu raciocínio maluco!), adivinhem. Podem tentar!
O pneu do carro tá furado.
Não, sério.
Debaixo de um dilúvio, eu não sabia se chorava ou voltava pra chutar a cabeça da menina que anda falando coisas de mim porque tudo daqui pra frente vai sempre ser culpa dela. Claro que eu não sei trocar pneu e muito menos iria trocar um pneu na chuva, de vestidinho preto e de sapatos roxos!
A Isa chegou logo depois e eu resolvi que já estava na hora de ela conhecer minha PERSONALIDADE no modo “MUITO MUITO PUTA!”
“Ah, quer saber? Isso é um sinal! UM SINAL! Vou pedir demissão dessa bosta de emprego! Emprego que é uma PIADA porque onde já se viu um escritório de Consultoria Tributária me pagar tão pouco que eu nem preciso declarar Imposto de Renda! HAHA! Acho que eles pensam que é engraçado! Eu vou arrumar um emprego escrevendo sobre séries de TV pra uma revista bacanuda! E eles vão me pagar milhões! E eu vou poder pagar alguém pra trocar o pneu da bosta do meu carro! Que vai ser um carro tão fudido que não vai ter pneu! Meu carro vai voar! VAI VOAR!!!”

A Isa que, coitada, não assiste a nenhuma série de TV, mas me agüenta falando sobre como eu descobri recentemente que Supernatural é foda e como Heroes é tão bom que eu tô começando a achar que é uma pegadinha do mundo em mim, começou a rir e disse que talvez eu nunca escreva sobre séries de TV pra uma revista mas que eu estava muito perto de me tornar um personagem de série de TV, na chuva, aos berros, ao lado de um carro com o pneu furado.

E não é a primeira vez que alguém me fala isso: a Milene, uma vez, só porque eu e a Grace, do Will&Grace, decidimos que era mais fácil trocar de quarto do que arrumar o nosso (pelo menos o suficiente pra poder dormir na cama), decidiu que eu e a mulher tínhamos algo em comum (não vou nem mencionar a vez que ela me ofendeu me chamando de Felicity! Felicity é demais!). E outra vez, uma pessoa (que eu não vou falar o nome) disse que eu era a Elaine do Seinfeld ( e eu não vou falar o nome da pessoa porque ao escrever esse post eu reparei que essa pessoa é obviamente o George Contanza, e ele vai ficar ofendido!). Então tantos seriados devem estar afetando minha mente!
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(Eu avisei que o post não tinha absolutamente nada a ver com nada)

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